Na manhã de Sexta-feira Santa, uma tradição antiga continua a brilhar: a apanha de mexilhão.

Residentes locais e pescadores unem-se num ritual que combina cultura, espiritualidade e nutrição, dando continuidade a uma prática que atravessa gerações.

Desde as primeiras horas da manhã, as praias ganham vida com a atividade fervorosa dos participantes. Equipados com baldes, cestos e ferramentas simples, aventuram-se pelas rochas e enseadas em busca deste tesouro marinho.

Este evento comemora-se na altura do Equinócio de Primavera, que provoca marés muito baixas. Este facto, associado à crença cristã de não se comer carne na Páscoa, acabou por criar a tradição de, na manhã de Sexta-feira Santa, da apanha do mexilhão.

Na Sexta-feira Santa, essa tradição assume um significado especial, pois os crentes abstêm-se de carne vermelha, optando por peixe e marisco como alternativa. Assim, o mexilhão torna-se não apenas uma iguaria deliciosa, mas também um símbolo de renovação espiritual e conexão com a natureza.

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